
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Palavras Esquecidas e Outras Encontradas

domingo, 22 de agosto de 2010
Entre Estações

Desde aquele dia me peguei pensando muito mais em você do que no meu passado, é você realmente era o meu futuro presente e eu quero (re)viver isso. Não vou dizer que tudo está tão claro na minha cabeça, nem que não tenho cicatrizes abertas, você me conhece e sabe que não seria uma completa verdade, estou me entregando ao desconhecido já conhecido, estou mostrando à parte de mim que você não conheceu. Talvez o medo tenha ido embora e tenha deixado o desejo de ter os seus abraços tão desajeitados e tão protetores e principalmente sinceros. Você faz com que seja difícil respirar e me fez acreditar que dois é melhor do que um. Você faz do meu inverno ser verão e do meu outono primavera. Pode até ser muito cedo ou tarde demais, pode até ser mais difícil atingir a perfeição comigo, mas sinto que estou preparado para dizer que te amo- e isso basta para me fazer querer você todos os dias entre todas as estações. E por mais estranho pareça e seja alguém me ensinou que essas coisas não somos nós que escolhemos, então eu fico feliz de não ter te escolhido e sim te encontrado. Sabe como?
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
E o que sobrou não foi nem a metade...
Eu escrevi nas entrelinhas sobre o meu melhor sorriso, sobre a parte de mim que mais implorava para estar com você e a que mais gritava ao te sentir e você não leu. Estive parado por muito tempo no mesmo lugar, sozinho, nem o vento mais forte conseguiu me mover, no entanto ninguém foi até ali para me buscar. Eu mostrei os meus pequenos sonhos e todos os meus segredinhos sujos, deixei cair por varias vezes minhas verdades e mentiras, derramei cada gole do meu delicado veneno, me esquecia a cada momento de lucidez, só sobrou o que eu não conheci e nada disso bastou, nada disso permaneceu ou restou. Eu tentei, eu precisei ser forte para que cada vez que eu chegasse ao nada, conseguisse dizer adeus mais uma vez ao que nunca foi meu. Pensava, reflito, imaginei uma suposta tentativa de ficar feliz e só cheguei naquela velha resposta de sempre, na palavra que completava a frase de um desconhecido, no mesmo lugar. Alcancei o arco-íris para descobrir que ele estava vazio. Desvendei o mistério por trás do espelho para perceber que não posso me enxergar. E errei mil vezes o que eu sabia para notar que eu ainda sou feito de ilusões e ainda pertenço ao nada.(Lucas Ribas)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Um pouco mais de Beatles, por favor.
Era um sábado qualquer, na rádio tocava “A Day In The Life” e ele estava ali recolhendo o resto, pedaço por pedaço até conseguir completar aquele quebra-cabeça. Ele havia inventado uma razão para recomeçar, só para ele. Estava tão cansado de chorar, que as lágrimas nem saiam mais, era como se alguém tivesse contado pela segunda que o Noel não existe e não existia mesmo. Ainda não tinha entendido, mas o seu pesadelo encantado acabou e esse era o motivo pra não chorar mais. Agora na rádio tocava “Ask Me Why”, sentou em frente da sua televisão, pegou o seu café com leite e uma colher de ninho que já estava sem gosto e era esse o verdadeiro sabor, o que ele queria pelo menos. Na rádio ainda tocava Beatles e todos os sentimentos tinham sidos postos a prova e nenhum deles era tão forte para não ter um fim. Começara então a pensar nas coisas que o deixava feliz, como yogurt gelado ou brigadeiro quente, coisas simples que havia esquecido ao estar triste, ao não entender direito o significado daquela palavra que ele não sabia pronunciar, nem escrever, apenas... Apenas. A música tinha acabado e alguém estava certo, realmente não é como nos filmes, porque os filmes não tem graça tudo da certo na mesma história, mesmo ela podendo ser o conto errado e para ele essa era a melhor parte de estar no mundo real poder recomeçar e terminar com finais melhores que os "E assim foram felizes para sempre".(Lucas Ribas)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Apenas até você chegar

(Lucas Ribas)
terça-feira, 3 de agosto de 2010
. ... ... ... ... De um outro lado... ... ... ... ...
A chuva não havia passado, o frio só aumentara, mas por algum motivo as pessoas lá fora sorriam. Nada estava em seu devido lugar, o mundo girava cada vez mais rápido e só parava de cabeça para baixo, mesmo assim as pessoas lá fora sorriam. Decidi então sair, quis me juntar àqueles estranhos que estavam felizes. Eu parecia estar em outro lugar completamente diferente, o céu estava tão lindo que o sol fazia com que todas as flores virassem em sua direção, assim como os girassóis faziam desde sempre. No lugar de lágrimas, havia risadas. No lugar de pesadelos, havia sonhos. No lugar de desejos, havia realizações. Era tão boa aquela sensação de estar livre, de seguir sem precisar de um mapa e de que nada iria acabar, que eu só pensava em ir mais longe. Quando dei por mim foi quando percebi que eu não saía do lugar, mas mesmo assim eu estava em um lugar diferente e sempre feliz. Eu estava em casa.
(Lucas Ribas)