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sexta-feira, 25 de março de 2011

Deve ser um pouco insanidade também

Deve ser o frio, ou é apenas uma lembrança nesses dias em que nada da certo, mas me bateu aquela sensação ruim da solidão, aquela falta de ar de quando se percebe que errou mais uma vez. É como querer continuar sem rumo, sempre com medo, acho que sempre sozinho também. Tenho acordado constantemente, toda noite só pra ver se você vai estar ao meu lado, mas não está. Estou lendo sua carta mais uma vez, porque eu não consigo chegar ao ponto final, é que se eu terminar vou perceber que estamos longe. Talvez um dia a gente sinta falta um do outro, nessas horas do dia em que não tínhamos o que fazer e ficávamos por horas nos olhando, talvez. Ou talvez você nem se lembre mais disso. Às vezes eu me esqueço também, mas é porque quero, é que eu já sei como é chorar, já sei o quanto dói acreditar em uma mentira, em uma ilusão, pelo menos isso eu aprendi com essas coisas que a gente chama de cicatrizes, o resto que ficou foi insegurança. Sabe já não há mais sonhos, nem pesadelos, só o vazio das noites que eu tento dormir, o amanhã que nunca chega, ele parece não existir sem você, mas ele vem, cheio de angustias, saudades, lágrimas, mas ele vem. Ele vem.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Até a Terra do Nunca

Não. Não é não acreditar, é tapar os ouvidos pra tudo que não é necessário saber, tudo que vai acabar te fazendo mal, como uma criança que não quer ter seus sonhos rasgados só porque são impossíveis ou porque a pessoa que ela mais confia não existe, e não existe mesmo. Eu fui aos poucos descobrindo que somos feitos de sonhos, possíveis ou não, e sempre que um sonho acaba precisamos recomeçar outro pra não cairmos na solidão que é fechar os olhos e não ter nada, ou de repente abrir e ter tudo, e perceber que na verdade o tudo já não existe, não basta. Você apenas tentou ou nem isso. E o que acontece depois? Acho que crescemos e nos tornamos tão hipócritas que tudo aquilo que um dia nos fez feliz, já não é tão importante assim, substituímos por mascaras, pela falta de sermos nós mesmos, por sorrisos tão falsos que mais parecessem uma fotografia mal tirada que vai ser posta num desses porta-retratos artesanais, provavelmente você faça isso para parecer estar melhor quando for olhá-las e pra que ninguém lembre que por mais que você queira você não é mais uma criança com um sorriso bobo estampado o tempo todo, seus sonhos infelizmente não se refazem tão de pressa, e quando se refazem estão de volta na estaca zero, mas ninguém te dará uma força para elevá-lo, não agora. Acho que um dia, talvez.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Até mais, por aí...Na vida

Um dia amamos. Um dia acreditamos. Um dia pedimos para que tudo fosse verdade. Um dia, talvez.

As luzes apagaram, meus olhos se fecharam e de repente uma alegria que talvez antes nunca existiu, eu estava feliz. Então essa felicidade se transformou em pensamentos, depois lembranças, o inconsciente pra enfim se tornar um sonho. Dava pra ouvir uma voz conhecida, o lugar era no meio do nada, mas mesmo assim era perfeito e a voz cada vez mais perto até descobrir que era você, sorri. Veio uma música, primeiro o piano, depois, depois, depois eu fiquei confuso, sabe naquele exato momento em que tudo se mistura e você já não lembra onde tudo começou, em que sonho se transforma em pesadelo. Eu estava perdido, eu havia perdido algo que eu não sabia, eu era acostumado a fazer isso, mas eu tive medo. Foi quando acordei meio assustado e isso se repetia toda noite até eu decidir perguntar àquela voz o que eu deveria fazer para parar esse ciclo e ela apenas me disse que queria me fazer feliz sempre, não só enquanto eu dormia e que eu não precisava ter medo, pois o que eu perdi não era importante. E até hoje eu ando por aí, sonhando.


Continue sonhando comigo e até mais, naquilo que insistem em chamar de real.



Eu sinto sua falta, mesmo sabendo que ao acordar vou te ter ao meu lado, mas eu sinto


(Lucas Ribas)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Despertar

Eu nunca sei até onde o medo vai me impedir de voar

De te amar

O que fazer com aqueles pequenos sonhos bobos?

Se eles só foram feitos para nós

E aquele beijo roubado

Como vou esquecer?

Como enxergar um erro na canção de amor que eu fiz?

Se ela só fala do nosso futuro inacabado

Ah se você soubesse...

Se meu coração entendesse

Que teve um fim

Mas como entender?

Se eu nem sei o porquê

O porquê de quando eu respiro o ar me sufoca

Se eu te encontrava, ou se eu me perdia

Se aquele medo de voar não era apenas um sonho bom

Uma máscara que na verdade nunca existiu

E se as lágrimas no meu rosto são as provas

De que o sonho nunca começou...



DE Lucas Ribas

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