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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pra você

Hoje te vi triste, novamente, como no dia em que nos falamos pela primeira vez, só que agora era por minha causa. Desde quando nos conhecemos acho vinha buscando um defeito em você, uma razão pra eu partir, só que até agora não encontrei. Sabe aquele medo que eu disse pra você perder? Eu também o tenho, mas de um jeito diferente, eu fico me escondendo, fugindo do que sei que vai me fazer feliz, porque eu parei de acreditar no amor, quer dizer, eu achei que tinha, então você apareceu e tudo que eu havia prometido a mim mesmo se perdeu por aí, mas por algum motivo eu não quero encontrar. Eu só queria que você soubesse o quanto me faz bem ouvir sua voz antes de dormir, e o quanto me faz mal saber que estamos tão distante nessas horas. Eu sinto sua falta a cada segundo que eu percebo que minha respiração está normal, a cada momento que eu não percebo o jeito que meu coração está batendo, é por isso que eu resolvi te entregar aquilo que você diz ser perfeito em mim, ele está meio machucado, mas se você cuidar dele, ele melhora com o tempo, o mesmo tempo que eu e você estamos ignorando pra finalmente começarmos algo bom e sermos felizes, ele ajuda de vez em quando, ele me ajudou, fazendo com que eu esperasse por você, para que assim a gente comece junto o que talvez possa ser um final feliz...

sábado, 6 de novembro de 2010

Seu sorriso, minha saudade e um pouco de nós...

Essa noite passou tão rápida que eu nem percebi o que havia acontecido. Enquanto você dormia fiquei te olhando, tentando entender o seu suposto medo. Você dormia com aquele seu sorriso que só você tem nas manhãs de segunda, fiquei observando cada contorno seu, imaginado o que os seus olhos tão sinceros que eu ainda não enxergo malícia me diriam. Encostei minha cabeça em seu peito e comecei ouvir as pequenas batidas do seu coração. Então você acordou e percebeu que eu te olhava, primeiro deu aquela risada que me deixa um pouco assustado e fez a sua linda cara envergonhada dos seus raros momentos de timidez. Sussurrou em meu ouvido uma besteira qualquer, que na hora eu não entendi, mas que parecia ser algo sobre nós. E me beijou. Suas mãos deslizavam sobre o meu corpo enquanto nossas bocas se encontravam, seus braços se entrelaçavam aos meus e você se contorcia a cada vez que eu encostava as pontas dos meus dedos em sua barriga te arrepiando quase que por inteira. Nos abraçamos. Você deitou em meu braço, uma lágrima caía e você dizia que ficaria ali para sempre, porque aquela era a sua visão do amor repetiu que me amava e então dormimos. A noite se foi e eu só consegui estar mais ligado naquilo que era meu, só meu. O pôr-do-sol já acontecia e eu ainda sentia o gosto dos teus lábios. Agora te analisando do mesmo jeito que faço todos os dias, eu sinto que te amo a cada dia mais.


(Lucas Ribas)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sem atalhos

Quando eu não puder dizer adeus, direi a mim mesmo que essa é hora de partir. E se eu não puder mais me sentir parte de mim, me traga de volta.

O vento parecia querer dizer algo que só eu não consiga escutar, mas a solidão de ter que senti-lo estava presente mesmo sempre disfarçando o medo que ele trazia. Me agarrei de tal maneira a sensação de depender e ficar preso a um sentimento que não me dei conta do muro que eu construía a minha volta. Através dos seus antes pequenos buracos eu apenas enxergava aquilo que se transformou em vicio e nada mais. De repente o muro caiu e quando pensei que eu iria junto, os pequenos pedaços se transformaram em caminhos. O primeiro me levava novamente para trás, para o que eu já conhecia e ainda tinha a opção de mudar. O segundo ao contrario era o que não sabia e que podia ou não conhecer e não me dava opções, era só algo novo. Então escolhi ir até onde nunca fui, era distante e eu sabia disso. Assim eu descobri a hora de chegar e que pra me conhecer não era preciso voltar e sim seguir e não foi preciso descobrir atalhos, ou desvios, porque eu não quero pular partes, quero desvendar cada momento, cada segredo e cada mínimo detalhe que serão os meus.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Palavras Esquecidas e Outras Encontradas

Adormeci em meio de minhas ilusões tão reais, era o último dia de agosto e talvez esse já fosse um motivo para me sentir feliz. Mesmo com os olhos abertos e livres de algo que eu não conhecia continuava preso ao medo de ter que deixar ir. Perguntei várias vezes se o responsável por todas essas lágrimas não era o tempo, esse mesmo tempo que já foi protagonista de tantos outros desabafos, até perceber que não. Só existia um culpado, e era eu. Aquela marca só não saía porque eu insistia em continuar vendo o que nunca existiu. Fui me enforcando cada vez mais em palavras vazias, fui querendo mesmo sem querer, não percebendo que eu já não precisava mais chorar. Perdendo as esperanças de sonhar fui me encontrar em um sorriso, quem sabe tão triste quanto o meu ou apenas pedindo algo a felicidade. Novamente fiquei esperando ter que esperar, passar, voltar, ir e continuar a deixar. Eu já estava acostumado a essa sensação do nada, de ter sozinho e odiar amando, até você me surpreender com seu jeito doce, nem um pouco racional e querendo o que eu mais tinha dentro de mim e eu entreguei. Era real. Em meio de versos tão tristes, eu encontrei a pontuação correta para nós... E em teus abraços eu nos encontrei.
(Lucas Ribas)

domingo, 22 de agosto de 2010

Entre Estações

Desde aquele dia me peguei pensando muito mais em você do que no meu passado, é você realmente era o meu futuro presente e eu quero (re)viver isso. Não vou dizer que tudo está tão claro na minha cabeça, nem que não tenho cicatrizes abertas, você me conhece e sabe que não seria uma completa verdade, estou me entregando ao desconhecido já conhecido, estou mostrando à parte de mim que você não conheceu. Talvez o medo tenha ido embora e tenha deixado o desejo de ter os seus abraços tão desajeitados e tão protetores e principalmente sinceros. Você faz com que seja difícil respirar e me fez acreditar que dois é melhor do que um. Você faz do meu inverno ser verão e do meu outono primavera. Pode até ser muito cedo ou tarde demais, pode até ser mais difícil atingir a perfeição comigo, mas sinto que estou preparado para dizer que te amo- e isso basta para me fazer querer você todos os dias entre todas as estações. E por mais estranho pareça e seja alguém me ensinou que essas coisas não somos nós que escolhemos, então eu fico feliz de não ter te escolhido e sim te encontrado. Sabe como?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Borboletas no estômago

O coração acelera
Fica difícil respirar
O sangue ferve
É complicado pensar
A fala fica lenta
As músicas fazem sentido
O sorriso aumenta
Os olhos brilham
Tudo é engraçado
É mais fácil sonhar
Coisas bobas acontecem
É impossível acordar
É tudo amar, amor e amar

(Lucas Ribas)

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