domingo, 24 de abril de 2011
Que seja cada vez mais eu então
domingo, 10 de abril de 2011
E fim.

Chega uma hora que não existem desvios, não existe nada após a curva. Chega uma hora que você não quer ter que sorrir, porque não está tudo bem, quer que venham as lágrimas, é que se você as esconder só vai arranjar mais uma maneira de não ser você. E para. Mesmo sem querer, mas para. É como se todo movimento fosse apenas uma falsa tentativa de escapar de alguma coisa como o nada. Incansavelmente tentando sempre e incansavelmente desiste. E sente. Um novo medo, talvez o velho, a falta de você, de tudo que se perdeu e do que não se teve. E é possível sentir falta do que não existiu? E não sente. Já que não há o que sentir, se parar pra pensar começa, imagina e então sente, aí vem à dor, o amargo, o nó e não vem o que se precisa. E cai. E levanta. E cai. E levanta. E cai. E cai. E cai. E até quando se consegue levantar? Até quando continuar caindo? Então chega o inverno, o outono, o verão, a primavera, não necessariamente nessa ordem, e não necessariamente uma estação, mas novamente o ciclo esquecido e começa. E recomeça.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Deve ser um pouco insanidade também
Deve ser o frio, ou é apenas uma lembrança nesses dias em que nada da certo, mas me bateu aquela sensação ruim da solidão, aquela falta de ar de quando se percebe que errou mais uma vez. É como querer continuar sem rumo, sempre com medo, acho que sempre sozinho também. Tenho acordado constantemente, toda noite só pra ver se você vai estar ao meu lado, mas não está. Estou lendo sua carta mais uma vez, porque eu não consigo chegar ao ponto final, é que se eu terminar vou perceber que estamos longe. Talvez um dia a gente sinta falta um do outro, nessas horas do dia em que não tínhamos o que fazer e ficávamos por horas nos olhando, talvez. Ou talvez você nem se lembre mais disso. Às vezes eu me esqueço também, mas é porque quero, é que eu já sei como é chorar, já sei o quanto dói acreditar em uma mentira, em uma ilusão, pelo menos isso eu aprendi com essas coisas que a gente chama de cicatrizes, o resto que ficou foi insegurança. Sabe já não há mais sonhos, nem pesadelos, só o vazio das noites que eu tento dormir, o amanhã que nunca chega, ele parece não existir sem você, mas ele vem, cheio de angustias, saudades, lágrimas, mas ele vem. Ele vem.
sábado, 13 de novembro de 2010
Depois o que resta é a solidão
Se for para derramar alguma lágrima, então que não existam as palavras
Se for para mentir, então que não existam os abraços
Se for para quebrar, então que não exista o meu coração
Se for para esperar, então que não exista o tempo
Se for para recomeçar, então que não exista o passado
Se for para prometer, então que não exista sentimento
Se for para dizer adeus, então que não exista você
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Antes. Até um certo dia.

- Hoje te vi passar, te tive perdida em meus braços mais uma vez e percebi que já não tinha o mesmo gosto.
- Hoje me deixei levar, perdida em você outra vez, notei que era mais encantador.
- Seus olhos antes tão viciantes, agora só faziam lembrar aos meus sobre as minhas lagrimas e isso me enjoava.
- Seus olhos antes tão tristes, agora me mostravam que eu tinha um recomeço.
- Te amei
- Te amo
- Penso que até mais do que a mim mesmo, do que podia e me entreguei para nunca receber. Enquanto eu estava em você estava feliz, mas toda vez que me deixava eu procurava os restos do nosso amor e só achava os meus.
- Pensei se estava sendo precipitada, passou pela minha cabeça fugir mais uma vez, mas agora eu quero ficar. Enquanto eu estou com você sou feliz, mas agora toda vez que te deixo, deixo também os meus rastros.
- Se você soubesse...
- Eu sei...
- O quanto eu te quis, o quanto eu fui só seu, não pediria para eu te seguir outra vez, eu já fiz isso o bastante, e fui parar aonde minhas pernas já não sabiam voltar.
- Nunca quis amar, sempre me escondi e nunca pedi para você vir comigo, mas agora eu preciso saber como voltar com você.
- Reaprendi
- Aprendi
- Como sorrir, a falar sobre o que era verdadeiro para mim, a não te desejar.
- Como sorrir, a falar sobre o que era verdadeiro para mim, a te querer.
- Adeus!
- Fica comigo?
- Agora é tarde, hoje eu realmente quero te esquecer...
- Para sempre...
sábado, 25 de setembro de 2010
29/08/2009
De algum jeito eu ainda estou com medo, de alguma forma nada me faz sentir seguro, nem mesmo onde eu sempre pensei ser o meu porto, e era... Era. Eu confiei em você, me entreguei a você entregando cada mínimo sentimento que estava presente em mim e eu não fiz isso para te afastar de mim, pelo ao contrario queria você aqui, do meu lado, no entanto nos perdemos um do outro a cada dia mais. Um dia alguém me estendeu a mão para me proteger. Hoje alguém me empurra para se preservar. Ah! Por favor, só não me deixe cair, ultimamente eu não estou conseguindo levantar. Aceitar. Mudar. Acho que essas palavras formam as feridas mais abertas, palavras que você usa frequentemente para nada ou eu que não sei os seus reais significados. Você fez com que eu me arrependesse da minha escolha mais importante, eu posso até esta sendo egoísta demais, é que eu cansei de ceder à força que eu não tenho. Eu ainda tenho esperança de sorrir. Se quer saber, eu não acho justo ter que chorar, não acho certo ter que fugir e não quero ter que desistir, mas me perdoe se essas forem as minhas escolhas, ou pelo menos as que sobraram. E se eu posso até chorar, então eu espero que eu possa esperar a alegria que vem de manhã e me desculpe por ser eu, e por ser eu com você. Eu não queria estar escrevendo isso, mas já que estou então adeus, dessa vez eu não vou mais voltar.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
E o que sobrou não foi nem a metade...
Eu escrevi nas entrelinhas sobre o meu melhor sorriso, sobre a parte de mim que mais implorava para estar com você e a que mais gritava ao te sentir e você não leu. Estive parado por muito tempo no mesmo lugar, sozinho, nem o vento mais forte conseguiu me mover, no entanto ninguém foi até ali para me buscar. Eu mostrei os meus pequenos sonhos e todos os meus segredinhos sujos, deixei cair por varias vezes minhas verdades e mentiras, derramei cada gole do meu delicado veneno, me esquecia a cada momento de lucidez, só sobrou o que eu não conheci e nada disso bastou, nada disso permaneceu ou restou. Eu tentei, eu precisei ser forte para que cada vez que eu chegasse ao nada, conseguisse dizer adeus mais uma vez ao que nunca foi meu. Pensava, reflito, imaginei uma suposta tentativa de ficar feliz e só cheguei naquela velha resposta de sempre, na palavra que completava a frase de um desconhecido, no mesmo lugar. Alcancei o arco-íris para descobrir que ele estava vazio. Desvendei o mistério por trás do espelho para perceber que não posso me enxergar. E errei mil vezes o que eu sabia para notar que eu ainda sou feito de ilusões e ainda pertenço ao nada.(Lucas Ribas)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Apenas até você chegar

(Lucas Ribas)
sábado, 31 de julho de 2010
E assim o pequeno príncipe deixou de existir...
Foi como se ele mesmo não se conhecesse, como se olhar no espelho e não ver nada, ele já não lembrava quem ele era. Foi como pela primeira vez não amar. Antes de o dia começar ele havia negado a felicidade, parecia que estava em um filme onde mocinhos viravam vilões porque estavam cansados de chorar, nem ao menos sobrou o sorriso que escondia seus verdadeiros sentimentos. Por algum motivo o frio de outono tomara conta do seu interior, das suas respostas, vontades, ele havia se fechado para tudo que um dia lhe fizera chorar. As lembranças já não machucavam e isso o assustava. O chocolate quente estava amargo e não agradava o seu paladar, o silêncio entre as notas lhe dizia muito mais do que a própria letra. Alguém havia perdido a magia ao se esquecer e por mais que parecesse estranho seria assim que o meu eu se encontraria com aquele da terceira pessoa que por sua vez ia à busca da verdade nas palavras ditas em cada tentativa de amar e ser amado.(Lucas Ribas)
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Cartas de um suicida
Estava sentado em sua cama com aquele mesmo pijama que não tirava há dias, o livro ao lado da cabeceira marcando a mesma página que nunca terminara de ler e por o ultimo o espelho em sua frente mostrando a mesma face desesperada e escondida durante muito tempo dele mesmo. Já tentara sair daquele estado deprimente e sufocante, mas sua dor era insuportável e por algum motivo, talvez o fato de ter sido ali seus últimos momentos de alegria, aquele lugar o deixava preso e ainda trazia breves momentos do seu melhor êxtase. Não comia, não bebia, já tomara todos os remédios possíveis desde as mais fracas aspirinas até o pior de tarja preta, só que no seu caso nada mais fazia efeito. O telefone tocava, pessoas chegavam e saiam e ali ele ficava sem falar nada, sem mover um olho para ver o que acontecia. Há semanas atrás nem o mais intimo dos seus amigos iria dizer que ele ficaria desse jeito. Não era ele o dono do sorriso que aparecia até mesmo nas manhãs de sábados quando era obrigado a acordar? Ninguém ousaria a julgar aquele rapaz cujos olhos ainda demonstravam a mesma inocência de uma criança ao rasgar uma nota de cem reais. Não percebera, mas estava cada vez mais se entregando para onde nunca queria ter chegado, onde só os fracos são carregados da mesma forma que ele era puxado. Ele não queria, mas não tinha onde se segurar estava só, lembranças, dores eram seus únicos apoios firmes e assim sendo o talvez o fim não fosse tão ruim, quem sabe poderia ser a melhor parte daquela história que nem ele mesmo sabia que estava escrevendo. Estava sentado em sua cama com aquele mesmo pijama que não tirava há dias, o livro ao lado da cabeceira marcando a mesma página que nunca terminara de ler e por o ultimo o espelho em sua frente mostrando a mesma face desesperada e escondida durante muito tempo dele mesmo e somente aguardava o que já estava acontecendo.
(Lucas Ribas)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Sem convicção
(Lucas Ribas)
domingo, 18 de julho de 2010
Post Scriptum
Always looking down at all I see
E foi assim que eu caminhei para algum lugar, claro que no tropecei varias vezes, mas eu nunca desisti, há não ser agora. Tenho me enganado por tanto tempo que até as minhas coisas mais simples estão sem sentido. Ter percebido que seu cheiro ainda não saiu de mim, ter sentido sua falta mais uma vez e que eu ainda preciso de você está me destruindo aos poucos. Tudo está acontecendo tão igual ao antes, só que não vou ficar aguardando alguém que só existe pra mim, já te esperei uma vez e me machuquei bastante, agora pela segunda vez não, estou vivo demais para deixar que alguém seja feliz por mim. Eu quero me arrepender, com eu quero, mas só das coisas que eu fiz, pelas coisas que me deixaram feliz, não por algo que eu deixei passar enquanto eu tentava agarrar o ar. Talvez seja esse o meu problema ter esperado pelo impossível e assim fui deixando minhas loucuras de lado, fui parando de querer, acreditando em cada palavra que você dizia, mas não, você só estava sendo você, era eu que devia ter prestado atenção nisso. Eu nunca disse pra ninguém, mas com você eu tive a minha melhor e pior noite e tem sido assim desde sempre, porque com você eu consigo sonhar mesmo estando num pesadelo, eu tenho a sensação que a qualquer momento eu posso cair, ou não eu já estou no chão, é por isso que eu preciso tanto me levantar. Não me entenda mal, eu não quero sua pena, na verdade eu só quero ficar sozinho, sei lá... Quem sabe assim eu consiga te esquecer, é que eu já sofri demais e eu preciso reaprender a sorrir, não é sua culpa, como você mesmo disse essas coisas não escolhemos.
(Lucas Ribas)
domingo, 27 de junho de 2010
Tudo o que eu não disse
Loucos- Todos somos loucos, precisamos dessa loucura que é o amor, porque quando nos apaixonamos falamos coisas idiotas, sem sentido e tentamos chamar a atenção ou esconder tudo que não conseguimos disfarçar. Somos loucos por não sabermos aonde ir. Somos loucos por ouvirmos uma palavra e pensarmos serem outras só porque era o que queríamos ouvir. E somos loucos por gostar da sensação do amor.
Abraços- São todos os nossos amores, mas principalmente aqueles que ficaram para trás e insistimos em suas lembranças. Lembrança é exatamente isso, pois são elas que nos fazem amar e sofrer, são elas que nunca nos deixam esquecer aqueles abraços.
(...)- Quem disse que precisa ter um fim?
(Lucas Ribas)