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domingo, 10 de abril de 2011

E fim.

Chega uma hora que não existem desvios, não existe nada após a curva. Chega uma hora que você não quer ter que sorrir, porque não está tudo bem, quer que venham as lágrimas, é que se você as esconder só vai arranjar mais uma maneira de não ser você. E para. Mesmo sem querer, mas para. É como se todo movimento fosse apenas uma falsa tentativa de escapar de alguma coisa como o nada. Incansavelmente tentando sempre e incansavelmente desiste. E sente. Um novo medo, talvez o velho, a falta de você, de tudo que se perdeu e do que não se teve. E é possível sentir falta do que não existiu? E não sente. Já que não há o que sentir, se parar pra pensar começa, imagina e então sente, aí vem à dor, o amargo, o nó e não vem o que se precisa. E cai. E levanta. E cai. E levanta. E cai. E cai. E cai. E até quando se consegue levantar? Até quando continuar caindo? Então chega o inverno, o outono, o verão, a primavera, não necessariamente nessa ordem, e não necessariamente uma estação, mas novamente o ciclo esquecido e começa. E recomeça.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Até mais, por aí...Na vida

Um dia amamos. Um dia acreditamos. Um dia pedimos para que tudo fosse verdade. Um dia, talvez.

As luzes apagaram, meus olhos se fecharam e de repente uma alegria que talvez antes nunca existiu, eu estava feliz. Então essa felicidade se transformou em pensamentos, depois lembranças, o inconsciente pra enfim se tornar um sonho. Dava pra ouvir uma voz conhecida, o lugar era no meio do nada, mas mesmo assim era perfeito e a voz cada vez mais perto até descobrir que era você, sorri. Veio uma música, primeiro o piano, depois, depois, depois eu fiquei confuso, sabe naquele exato momento em que tudo se mistura e você já não lembra onde tudo começou, em que sonho se transforma em pesadelo. Eu estava perdido, eu havia perdido algo que eu não sabia, eu era acostumado a fazer isso, mas eu tive medo. Foi quando acordei meio assustado e isso se repetia toda noite até eu decidir perguntar àquela voz o que eu deveria fazer para parar esse ciclo e ela apenas me disse que queria me fazer feliz sempre, não só enquanto eu dormia e que eu não precisava ter medo, pois o que eu perdi não era importante. E até hoje eu ando por aí, sonhando.


Continue sonhando comigo e até mais, naquilo que insistem em chamar de real.



Eu sinto sua falta, mesmo sabendo que ao acordar vou te ter ao meu lado, mas eu sinto


(Lucas Ribas)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Decifra-me


Encontre-me no último olhar

Beije-me no último gole

Sinta-me no último suspiro

Abrace-me no último sonho

Leve-me na última hora

Deixe-me no último nascer do sol

Atraia-me no último pecado

Queime-me no último sentimento

Ame-me na última ilusão

Só não me esqueça como na última vez

(Lucas Ribas)

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