Hoje eu não queria ter despertado, implorei para a lua não ter partido, mas ela não quis me ouvir, então eu precisei abrir meus olhos. Os meus primeiros passos foram mais difíceis, depois do meu adeus nada fez sentido. Você nem conseguiu se despedir não é? Eu só consigo lembrar o barulho que o seu coração fazia quando me deitava em seu peito, logo o fim e aquela voz “não podemos fazer mais nada”. Nada? Se eu disser que sinto sua falta, você volta? Prometo te levar até aquele lago que você queria. Você volta? Não consigo entender, porque agora eu só tenho as lembranças dos seus abraços. Tanto tempo já se foi, tantas lágrimas, tanto, tanto, tanto tudo de você e eu ainda sinto esse vazio de estar tão longe do que significa nós. O meu velho moletom cinza ainda tem o seu cheiro, assim como os detalhes ao meu redor tem você e eu continuo com eles, esperando poder deitar e ouvir aquele som que ficou mudo. Sabe, eu ando preferindo ter pesadelos ao invés de sonhar, porque se sonho é com você e quando acordo a dor ainda é maior e eu não consigo fugir dela. Tentei correr pra te alcançar, tentei voltar pra te sentir e tentei o silêncio que para mim foi gritante. Agora eu não preciso mais pedir pra você voltar, eu fui até você...quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Você se foi e Eu parei
Hoje eu não queria ter despertado, implorei para a lua não ter partido, mas ela não quis me ouvir, então eu precisei abrir meus olhos. Os meus primeiros passos foram mais difíceis, depois do meu adeus nada fez sentido. Você nem conseguiu se despedir não é? Eu só consigo lembrar o barulho que o seu coração fazia quando me deitava em seu peito, logo o fim e aquela voz “não podemos fazer mais nada”. Nada? Se eu disser que sinto sua falta, você volta? Prometo te levar até aquele lago que você queria. Você volta? Não consigo entender, porque agora eu só tenho as lembranças dos seus abraços. Tanto tempo já se foi, tantas lágrimas, tanto, tanto, tanto tudo de você e eu ainda sinto esse vazio de estar tão longe do que significa nós. O meu velho moletom cinza ainda tem o seu cheiro, assim como os detalhes ao meu redor tem você e eu continuo com eles, esperando poder deitar e ouvir aquele som que ficou mudo. Sabe, eu ando preferindo ter pesadelos ao invés de sonhar, porque se sonho é com você e quando acordo a dor ainda é maior e eu não consigo fugir dela. Tentei correr pra te alcançar, tentei voltar pra te sentir e tentei o silêncio que para mim foi gritante. Agora eu não preciso mais pedir pra você voltar, eu fui até você...quarta-feira, 21 de julho de 2010
Cartas de um suicida
Estava sentado em sua cama com aquele mesmo pijama que não tirava há dias, o livro ao lado da cabeceira marcando a mesma página que nunca terminara de ler e por o ultimo o espelho em sua frente mostrando a mesma face desesperada e escondida durante muito tempo dele mesmo. Já tentara sair daquele estado deprimente e sufocante, mas sua dor era insuportável e por algum motivo, talvez o fato de ter sido ali seus últimos momentos de alegria, aquele lugar o deixava preso e ainda trazia breves momentos do seu melhor êxtase. Não comia, não bebia, já tomara todos os remédios possíveis desde as mais fracas aspirinas até o pior de tarja preta, só que no seu caso nada mais fazia efeito. O telefone tocava, pessoas chegavam e saiam e ali ele ficava sem falar nada, sem mover um olho para ver o que acontecia. Há semanas atrás nem o mais intimo dos seus amigos iria dizer que ele ficaria desse jeito. Não era ele o dono do sorriso que aparecia até mesmo nas manhãs de sábados quando era obrigado a acordar? Ninguém ousaria a julgar aquele rapaz cujos olhos ainda demonstravam a mesma inocência de uma criança ao rasgar uma nota de cem reais. Não percebera, mas estava cada vez mais se entregando para onde nunca queria ter chegado, onde só os fracos são carregados da mesma forma que ele era puxado. Ele não queria, mas não tinha onde se segurar estava só, lembranças, dores eram seus únicos apoios firmes e assim sendo o talvez o fim não fosse tão ruim, quem sabe poderia ser a melhor parte daquela história que nem ele mesmo sabia que estava escrevendo. Estava sentado em sua cama com aquele mesmo pijama que não tirava há dias, o livro ao lado da cabeceira marcando a mesma página que nunca terminara de ler e por o ultimo o espelho em sua frente mostrando a mesma face desesperada e escondida durante muito tempo dele mesmo e somente aguardava o que já estava acontecendo.
(Lucas Ribas)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Sem convicção
(Lucas Ribas)
A cigana
(Lucas Ribas)
sábado, 17 de julho de 2010
Alô
Eu estou chegando, só estive um pouco atrasado, abra a janela e deixe os sinais pra eu não passar despercebido. Se você não se importar eu mudei, já passara hora disso ter acontecido. Não uso mais aquele cabelo que você odiava, nem o aparelho que te incomodava, os pesadelos também acabaram e deram lugar aos sonhos. Eu trouxe umas fotos antigas, acho que no momento as lembranças serão nosso único assunto, não se preocupe se no começo eu parecer tímido, você me conhece sabe que depois eu volto ao normal. Parece que já estou na sua rua. Eu já falei demais sobre mim, agora é sua vez. Espera antes de você começar a falar eu preciso perguntar uma coisa, não é por nada, é que eu não vou me sentir preparado se eu não souber a resposta. Você me esqueceu? Ainda me ama? Não, não responde. Tudo bem pra você se eu ficar aqui só te olhando? Eu volto outro dia pra gente conversar, prometo. Ainda está ai? Sei que pareço fraco, mas é que ontem pensando em como seria hoje, me deu uma saudade, aí então eu lembrei que não estamos juntos há tanto tempo, não tenho mais você pra me proteger enquanto eu durmo, pra dizer o quanto estou lindo, mesmo estando desarrumado. Sei que fui eu quem fugiu, é que eu estava cansado de não te conhecer, de ser apenas um simples passatempo, nunca soube o que você estava sentindo e não foi porque eu não te escutei, foi porque você nunca me disse. Talvez seja melhor ir embora, está ficando tarde, além disso, você já deve ter sua vida e eu sou apenas uma lembrança boa. Adeus. Estou voltado pra casa. Você ainda está ai? (Lucas Ribas)
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O Vazio
De vez em quando sinto que não vou ter mais inspirações, que é só você virar as costas que tudo dentro de mim vai se confundir e o que sobrar vai ser um tanto vazio, nada que me fará sentir o alivio de expressar. Vou sentar naquele velho banco, com uma taça do vinho mais barato do mercado da esquina e ali vou ficar. Estou em um momento que mais do que nunca eu preciso dizer o que eu sinto, já não aguento ter que esperar o tempo, eu só peço que não vá até eu gritar o último dos sentimentos, mesmo que depois você continue a sua trilha, apenas me escute, é muito difícil falar para o nada, é difícil enxergar palavras em frases vazias. Somos todos assim, idiotas apaixonados pelo ninguém. Sabe o sol já não nasce no mesmo local, eu preciso de você pra me localizar. Mas que droga, meu coração está quebrado de um jeito que nem você pode consertar, porque você nunca esteve aqui. A realidade machuca quando você percebe que é só mais um na multidão de loucos a procura da carona pela felicidade. Novamente fico sem ideias, depois de descobrir que você disse adeus, me sobrou escrever sobre a minha confusão de pensamentos sobre o vazio que o teu amor me deixou.(Lucas Ribas)
terça-feira, 6 de julho de 2010
Era uma vez

Talvez seja à hora do fim, não tem por que continuar a escrever essa história em que os espaços são maiores que as frases. Tente entender eu já não posso ver seu choro, eu não sou quem você queria ou quem sabe eu nunca fui aquele que iria te salvar no final. As palavras já não saem naturalmente, seus olhos já não me seguem com aquele brilho que só você tinha quando me olhava, seus lábios fogem dos meus. Foi minha culpa, só dessa vez me deixa pedir perdão pelos meus erros. A verdade é que você sempre foi perfeita, sempre foi a minha bela enquanto eu me escondia atrás da fera. Eu nunca acreditei no tempo, porém mais do que nunca eu preciso dele para crescer e só vou conseguir comigo mesmo, apenas comigo. Esse conto de fadas não começou com príncipes e princesas e sim com a gente, sem fantasia, sempre tão perto um do outro e a cada momento mais distantes e o ponto final parece se aproximar cada vez mais sem um feliz para sempre. Ainda existem muitas paginas para serem escritas, mas agora eu tenho que ir o meu cavalo branco não irá me esperar por muito tempo para chegar ao mundo encantado...
(Lucas Ribas)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O Tempo
Tac Tic. Tac Tic. Tac Tic. O relógio volta, devo partir é essa a hora. Andando pra trás é tão fácil enxergar os erros, mas não consigo corrigi-los. Eu desejei isso por tanto tempo, agora eu estou aqui. Seus olhos, sua boca, seu sorriso consigo te ver, mas não posso senti-lo. TIC TAC, o relógio começa a voltar ao normal. Não!Eu preciso dessa noite, eu não quero terminá-la de novo, talvez seja por isso que voltar seja impossível, na segunda vez em que você percebe que não está preparado depois de tanto tempo a dor é sempre maior. Por que eu desejei isso? Eu consigo voltar, mas não consigo parar. Tic, você já não está ali. Tac começo abrir os olhos está tudo normal, o nó na garganta parece ainda maior. Eu continuo te amando, mas é hora de adiantar para um futuro em que não exista você...(Lucas Ribas)
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Despertar
Eu nunca sei até onde o medo vai me impedir de voar
De te amar
O que fazer com aqueles pequenos sonhos bobos?
Se eles só foram feitos para nós
E aquele beijo roubado
Como vou esquecer?
Como enxergar um erro na canção de amor que eu fiz?
Se ela só fala do nosso futuro inacabado
Ah se você soubesse...
Se meu coração entendesse
Que teve um fim
Mas como entender?
Se eu nem sei o porquê
O porquê de quando eu respiro o ar me sufoca
Se eu te encontrava, ou se eu me perdia
Se aquele medo de voar não era apenas um sonho bom
Uma máscara que na verdade nunca existiu
E se as lágrimas no meu rosto são as provas
De que o sonho nunca começou...
DE Lucas Ribas