sábado, 13 de novembro de 2010

Depois o que resta é a solidão

Se for para esquecer, então que não exista o amor

Se for para derramar alguma lágrima, então que não existam as palavras

Se for para mentir, então que não existam os abraços

Se for para quebrar, então que não exista o meu coração

Se for para esperar, então que não exista o tempo

Se for para recomeçar, então que não exista o passado

Se for para prometer, então que não exista sentimento

Se for para dizer adeus, então que não exista você


(Lucas Ribas)

sábado, 6 de novembro de 2010

Seu sorriso, minha saudade e um pouco de nós...

Essa noite passou tão rápida que eu nem percebi o que havia acontecido. Enquanto você dormia fiquei te olhando, tentando entender o seu suposto medo. Você dormia com aquele seu sorriso que só você tem nas manhãs de segunda, fiquei observando cada contorno seu, imaginado o que os seus olhos tão sinceros que eu ainda não enxergo malícia me diriam. Encostei minha cabeça em seu peito e comecei ouvir as pequenas batidas do seu coração. Então você acordou e percebeu que eu te olhava, primeiro deu aquela risada que me deixa um pouco assustado e fez a sua linda cara envergonhada dos seus raros momentos de timidez. Sussurrou em meu ouvido uma besteira qualquer, que na hora eu não entendi, mas que parecia ser algo sobre nós. E me beijou. Suas mãos deslizavam sobre o meu corpo enquanto nossas bocas se encontravam, seus braços se entrelaçavam aos meus e você se contorcia a cada vez que eu encostava as pontas dos meus dedos em sua barriga te arrepiando quase que por inteira. Nos abraçamos. Você deitou em meu braço, uma lágrima caía e você dizia que ficaria ali para sempre, porque aquela era a sua visão do amor repetiu que me amava e então dormimos. A noite se foi e eu só consegui estar mais ligado naquilo que era meu, só meu. O pôr-do-sol já acontecia e eu ainda sentia o gosto dos teus lábios. Agora te analisando do mesmo jeito que faço todos os dias, eu sinto que te amo a cada dia mais.


(Lucas Ribas)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E.

Por um tempo foi você e por muito tempo fui eu também. Naquele exato momento eu não saberia dizer quem era, onde as palavras mais machucavam, muito menos se eu ainda sentia. Você chorou e eu sorri. Você seguiu e eu parti. E nós fomos o fim. Nós nem tentamos unir o sim e o não, se tivéssemos conseguido talvez... Resultaria num talvez. E hoje quando você não pensa em mim é porque eu estou pensando em você e se não estamos eu não sei. Eu já tentei um possível esquecimento, mas acabei esquecendo isso também. Você se afastou a cada dia mais e acabou se distanciando tanto que chegou ao mesmo lugar. Não que eu esteja mais frágil, eu só estou caminhando sozinho por lugares desconhecidos e agora eu preciso cuidar de mim mesmo. Me lembrei do timbre da sua voz, então fechei os olhos e fui sendo guiado por você mesmo sem você. Sei que é difícil ou quase impossível, amar nem sempre é um sentimento bom, de vez em quando ele te envenena até não sobrar nada do que você era. E o nosso era assim, mas eu gostava, você gostava e. Eu às vezes me pergunto por que o fim é mais complicado que o inicio e sempre acabo terminando onde eu comecei, no mesmo ciclo. Sabe por um tempo foi você e por muito tempo fui eu também. E.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Antes. Até um certo dia.







- Hoje te vi passar, te tive perdida em meus braços mais uma vez e percebi que já não tinha o mesmo gosto.

- Hoje me deixei levar, perdida em você outra vez, notei que era mais encantador.

- Seus olhos antes tão viciantes, agora só faziam lembrar aos meus sobre as minhas lagrimas e isso me enjoava.

- Seus olhos antes tão tristes, agora me mostravam que eu tinha um recomeço.

- Te amei

- Te amo

- Penso que até mais do que a mim mesmo, do que podia e me entreguei para nunca receber. Enquanto eu estava em você estava feliz, mas toda vez que me deixava eu procurava os restos do nosso amor e só achava os meus.

- Pensei se estava sendo precipitada, passou pela minha cabeça fugir mais uma vez, mas agora eu quero ficar. Enquanto eu estou com você sou feliz, mas agora toda vez que te deixo, deixo também os meus rastros.

- Se você soubesse...

- Eu sei...

- O quanto eu te quis, o quanto eu fui só seu, não pediria para eu te seguir outra vez, eu já fiz isso o bastante, e fui parar aonde minhas pernas já não sabiam voltar.

- Nunca quis amar, sempre me escondi e nunca pedi para você vir comigo, mas agora eu preciso saber como voltar com você.

- Reaprendi

- Aprendi

- Como sorrir, a falar sobre o que era verdadeiro para mim, a não te desejar.

- Como sorrir, a falar sobre o que era verdadeiro para mim, a te querer.

- Adeus!

- Fica comigo?

- Agora é tarde, hoje eu realmente quero te esquecer...

- Para sempre...


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Você se foi e Eu parei

Hoje eu não queria ter despertado, implorei para a lua não ter partido, mas ela não quis me ouvir, então eu precisei abrir meus olhos. Os meus primeiros passos foram mais difíceis, depois do meu adeus nada fez sentido. Você nem conseguiu se despedir não é? Eu só consigo lembrar o barulho que o seu coração fazia quando me deitava em seu peito, logo o fim e aquela voz “não podemos fazer mais nada”. Nada? Se eu disser que sinto sua falta, você volta? Prometo te levar até aquele lago que você queria. Você volta? Não consigo entender, porque agora eu só tenho as lembranças dos seus abraços. Tanto tempo já se foi, tantas lágrimas, tanto, tanto, tanto tudo de você e eu ainda sinto esse vazio de estar tão longe do que significa nós. O meu velho moletom cinza ainda tem o seu cheiro, assim como os detalhes ao meu redor tem você e eu continuo com eles, esperando poder deitar e ouvir aquele som que ficou mudo. Sabe, eu ando preferindo ter pesadelos ao invés de sonhar, porque se sonho é com você e quando acordo a dor ainda é maior e eu não consigo fugir dela. Tentei correr pra te alcançar, tentei voltar pra te sentir e tentei o silêncio que para mim foi gritante. Agora eu não preciso mais pedir pra você voltar, eu fui até você...

sábado, 25 de setembro de 2010

29/08/2009

De algum jeito eu ainda estou com medo, de alguma forma nada me faz sentir seguro, nem mesmo onde eu sempre pensei ser o meu porto, e era... Era. Eu confiei em você, me entreguei a você entregando cada mínimo sentimento que estava presente em mim e eu não fiz isso para te afastar de mim, pelo ao contrario queria você aqui, do meu lado, no entanto nos perdemos um do outro a cada dia mais. Um dia alguém me estendeu a mão para me proteger. Hoje alguém me empurra para se preservar. Ah! Por favor, só não me deixe cair, ultimamente eu não estou conseguindo levantar. Aceitar. Mudar. Acho que essas palavras formam as feridas mais abertas, palavras que você usa frequentemente para nada ou eu que não sei os seus reais significados. Você fez com que eu me arrependesse da minha escolha mais importante, eu posso até esta sendo egoísta demais, é que eu cansei de ceder à força que eu não tenho. Eu ainda tenho esperança de sorrir. Se quer saber, eu não acho justo ter que chorar, não acho certo ter que fugir e não quero ter que desistir, mas me perdoe se essas forem as minhas escolhas, ou pelo menos as que sobraram. E se eu posso até chorar, então eu espero que eu possa esperar a alegria que vem de manhã e me desculpe por ser eu, e por ser eu com você. Eu não queria estar escrevendo isso, mas já que estou então adeus, dessa vez eu não vou mais voltar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sem atalhos

Quando eu não puder dizer adeus, direi a mim mesmo que essa é hora de partir. E se eu não puder mais me sentir parte de mim, me traga de volta.

O vento parecia querer dizer algo que só eu não consiga escutar, mas a solidão de ter que senti-lo estava presente mesmo sempre disfarçando o medo que ele trazia. Me agarrei de tal maneira a sensação de depender e ficar preso a um sentimento que não me dei conta do muro que eu construía a minha volta. Através dos seus antes pequenos buracos eu apenas enxergava aquilo que se transformou em vicio e nada mais. De repente o muro caiu e quando pensei que eu iria junto, os pequenos pedaços se transformaram em caminhos. O primeiro me levava novamente para trás, para o que eu já conhecia e ainda tinha a opção de mudar. O segundo ao contrario era o que não sabia e que podia ou não conhecer e não me dava opções, era só algo novo. Então escolhi ir até onde nunca fui, era distante e eu sabia disso. Assim eu descobri a hora de chegar e que pra me conhecer não era preciso voltar e sim seguir e não foi preciso descobrir atalhos, ou desvios, porque eu não quero pular partes, quero desvendar cada momento, cada segredo e cada mínimo detalhe que serão os meus.

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