De algum jeito eu ainda estou com medo, de alguma forma nada me faz sentir seguro, nem mesmo onde eu sempre pensei ser o meu porto, e era... Era. Eu confiei em você, me entreguei a você entregando cada mínimo sentimento que estava presente em mim e eu não fiz isso para te afastar de mim, pelo ao contrario queria você aqui, do meu lado, no entanto nos perdemos um do outro a cada dia mais. Um dia alguém me estendeu a mão para me proteger. Hoje alguém me empurra para se preservar. Ah! Por favor, só não me deixe cair, ultimamente eu não estou conseguindo levantar. Aceitar. Mudar. Acho que essas palavras formam as feridas mais abertas, palavras que você usa frequentemente para nada ou eu que não sei os seus reais significados. Você fez com que eu me arrependesse da minha escolha mais importante, eu posso até esta sendo egoísta demais, é que eu cansei de ceder à força que eu não tenho. Eu ainda tenho esperança de sorrir. Se quer saber, eu não acho justo ter que chorar, não acho certo ter que fugir e não quero ter que desistir, mas me perdoe se essas forem as minhas escolhas, ou pelo menos as que sobraram. E se eu posso até chorar, então eu espero que eu possa esperar a alegria que vem de manhã e me desculpe por ser eu, e por ser eu com você. Eu não queria estar escrevendo isso, mas já que estou então adeus, dessa vez eu não vou mais voltar.
sábado, 25 de setembro de 2010
29/08/2009
De algum jeito eu ainda estou com medo, de alguma forma nada me faz sentir seguro, nem mesmo onde eu sempre pensei ser o meu porto, e era... Era. Eu confiei em você, me entreguei a você entregando cada mínimo sentimento que estava presente em mim e eu não fiz isso para te afastar de mim, pelo ao contrario queria você aqui, do meu lado, no entanto nos perdemos um do outro a cada dia mais. Um dia alguém me estendeu a mão para me proteger. Hoje alguém me empurra para se preservar. Ah! Por favor, só não me deixe cair, ultimamente eu não estou conseguindo levantar. Aceitar. Mudar. Acho que essas palavras formam as feridas mais abertas, palavras que você usa frequentemente para nada ou eu que não sei os seus reais significados. Você fez com que eu me arrependesse da minha escolha mais importante, eu posso até esta sendo egoísta demais, é que eu cansei de ceder à força que eu não tenho. Eu ainda tenho esperança de sorrir. Se quer saber, eu não acho justo ter que chorar, não acho certo ter que fugir e não quero ter que desistir, mas me perdoe se essas forem as minhas escolhas, ou pelo menos as que sobraram. E se eu posso até chorar, então eu espero que eu possa esperar a alegria que vem de manhã e me desculpe por ser eu, e por ser eu com você. Eu não queria estar escrevendo isso, mas já que estou então adeus, dessa vez eu não vou mais voltar.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sem atalhos
O
vento parecia querer dizer algo que só eu não consiga escutar, mas a solidão de ter que senti-lo estava presente mesmo sempre disfarçando o medo que ele trazia. Me agarrei de tal maneira a sensação de depender e ficar preso a um sentimento que não me dei conta do muro que eu construía a minha volta. Através dos seus antes pequenos buracos eu apenas enxergava aquilo que se transformou em vicio e nada mais. De repente o muro caiu e quando pensei que eu iria junto, os pequenos pedaços se transformaram em caminhos. O primeiro me levava novamente para trás, para o que eu já conhecia e ainda tinha a opção de mudar. O segundo ao contrario era o que não sabia e que podia ou não conhecer e não me dava opções, era só algo novo. Então escolhi ir até onde nunca fui, era distante e eu sabia disso. Assim eu descobri a hora de chegar e que pra me conhecer não era preciso voltar e sim seguir e não foi preciso descobrir atalhos, ou desvios, porque eu não quero pular partes, quero desvendar cada momento, cada segredo e cada mínimo detalhe que serão os meus.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Palavras Esquecidas e Outras Encontradas

domingo, 22 de agosto de 2010
Entre Estações

Desde aquele dia me peguei pensando muito mais em você do que no meu passado, é você realmente era o meu futuro presente e eu quero (re)viver isso. Não vou dizer que tudo está tão claro na minha cabeça, nem que não tenho cicatrizes abertas, você me conhece e sabe que não seria uma completa verdade, estou me entregando ao desconhecido já conhecido, estou mostrando à parte de mim que você não conheceu. Talvez o medo tenha ido embora e tenha deixado o desejo de ter os seus abraços tão desajeitados e tão protetores e principalmente sinceros. Você faz com que seja difícil respirar e me fez acreditar que dois é melhor do que um. Você faz do meu inverno ser verão e do meu outono primavera. Pode até ser muito cedo ou tarde demais, pode até ser mais difícil atingir a perfeição comigo, mas sinto que estou preparado para dizer que te amo- e isso basta para me fazer querer você todos os dias entre todas as estações. E por mais estranho pareça e seja alguém me ensinou que essas coisas não somos nós que escolhemos, então eu fico feliz de não ter te escolhido e sim te encontrado. Sabe como?
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
E o que sobrou não foi nem a metade...
Eu escrevi nas entrelinhas sobre o meu melhor sorriso, sobre a parte de mim que mais implorava para estar com você e a que mais gritava ao te sentir e você não leu. Estive parado por muito tempo no mesmo lugar, sozinho, nem o vento mais forte conseguiu me mover, no entanto ninguém foi até ali para me buscar. Eu mostrei os meus pequenos sonhos e todos os meus segredinhos sujos, deixei cair por varias vezes minhas verdades e mentiras, derramei cada gole do meu delicado veneno, me esquecia a cada momento de lucidez, só sobrou o que eu não conheci e nada disso bastou, nada disso permaneceu ou restou. Eu tentei, eu precisei ser forte para que cada vez que eu chegasse ao nada, conseguisse dizer adeus mais uma vez ao que nunca foi meu. Pensava, reflito, imaginei uma suposta tentativa de ficar feliz e só cheguei naquela velha resposta de sempre, na palavra que completava a frase de um desconhecido, no mesmo lugar. Alcancei o arco-íris para descobrir que ele estava vazio. Desvendei o mistério por trás do espelho para perceber que não posso me enxergar. E errei mil vezes o que eu sabia para notar que eu ainda sou feito de ilusões e ainda pertenço ao nada.(Lucas Ribas)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Um pouco mais de Beatles, por favor.
Era um sábado qualquer, na rádio tocava “A Day In The Life” e ele estava ali recolhendo o resto, pedaço por pedaço até conseguir completar aquele quebra-cabeça. Ele havia inventado uma razão para recomeçar, só para ele. Estava tão cansado de chorar, que as lágrimas nem saiam mais, era como se alguém tivesse contado pela segunda que o Noel não existe e não existia mesmo. Ainda não tinha entendido, mas o seu pesadelo encantado acabou e esse era o motivo pra não chorar mais. Agora na rádio tocava “Ask Me Why”, sentou em frente da sua televisão, pegou o seu café com leite e uma colher de ninho que já estava sem gosto e era esse o verdadeiro sabor, o que ele queria pelo menos. Na rádio ainda tocava Beatles e todos os sentimentos tinham sidos postos a prova e nenhum deles era tão forte para não ter um fim. Começara então a pensar nas coisas que o deixava feliz, como yogurt gelado ou brigadeiro quente, coisas simples que havia esquecido ao estar triste, ao não entender direito o significado daquela palavra que ele não sabia pronunciar, nem escrever, apenas... Apenas. A música tinha acabado e alguém estava certo, realmente não é como nos filmes, porque os filmes não tem graça tudo da certo na mesma história, mesmo ela podendo ser o conto errado e para ele essa era a melhor parte de estar no mundo real poder recomeçar e terminar com finais melhores que os "E assim foram felizes para sempre".(Lucas Ribas)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Apenas até você chegar

(Lucas Ribas)